Atenta à situação financeira do RS, que repercute diretamente no salário dos servidores taquarenses, na indústria e no comércio local, assim como na saúde que sofre com os atrasos do governo estadual, a vereadora Monica propôs moção de apelo visando estimular a discussão sobre o porquê do RS ser um eterno devedor da União. São juros abusivos de uma dívida que mergulharam o Estado em um caos que vem sendo aprofundando pela atual crise, mas que pode ser muito diminuída com a revisão dos termos da Lei Kandir.
Em 1998, o governador Antônio Britto/PMDB, tendo Sartori como líder de governo na Assembleia, contraiu um empréstimo de R$ 9,7 bi com a União. Já foram pagos R$ 21,6 bi, mas ainda permanecem R$ 51 bi de dívida. Pagamos mais do que o dobro do empréstimo e ainda devemos cinco vezes o valor da dívida firmada com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso/PSDB.
O RS foi transformado em um devedor eterno através de uma dívida impagável para com o Governo Federal. Somos o Estado com a maior dívida proporcional, que é maior do que a nossa arrecadação, o que fere a Lei da Responsabilidade Fiscal. A Lei Kandir isenta de ICMS os produtos e serviços de exportação, mas Estados e Municípios perdem uma imensa parcela de arrecadação de impostos, o que piora uma situação que já era muito difícil.
Por Professora Mônica Vereadora